Por Monsenhor Jonas Abib*

Somos frutos da Renovação Carismática Católica, movimento que já resgatou a vida de muitos por meio do derramamento do Espírito Santo. E a nossa missão é levar essa grande graça.

Nós temos que ter os dons e cultivá-los, porque são eles que fazem a diferença. Eu me lembro dos meus tempos de ordenação sacerdotal, e alguns anos depois.

Eu estava na minha situação mais difícil como sacerdote e nem rezava mais. Isso por causa de um ressentimento com meu superior. Mas Deus foi maravilhoso comigo quando padre Haroldo Rahm, Jesuíta de Campinas (SP), passou pela casa Salesiana de Lorena (SP), para um encontro. Participei das palestras, tivemos a missa, depois o padre Haroldo rezou por cada um dos padres para que recebessem o Batismo no Espírito Santo, e eu quis do fundo meu coração.

Quando ele impôs as mãos sobre mim, eu não senti nada. Mas, naquela noite, sozinho no colégio, comecei a orar como nunca tinha orado. Voltei a orar com toda intensidade porque realmente Deus provê seus filhos necessitados. A oração brotava do meu íntimo. E o mais importante: sumiu aquela revolta, ressentimento, aquele vazio que havia dentro de mim.

Parecia um passarinho voando, tal a mudança que havia ocorrido dentro de mim. O meu entusiasmo era outro. Até as celebrações eucarísticas se tornaram diferentes. Eu sentia a força da Eucaristia. Tudo era novo.

A partir daquela ocasião, com os participantes dos “Encontros de Jovens”, começamos a fazer Experiências de Oração. Os grupos de oração foram surgindo, aquilo pegou um “fogo” tão grande.

Percebia-se a mão de Deus nessa renovação que vinha cheia do Espírito, não com o objetivo de ser um movimentos apenas, festivo que atraísse mais e mais pessoas para a Igreja, mas vinha com a proposta de fazer com que a Igreja permanecesse em movimento.

Modestamente eu digo: era como aquele chamado a São Francisco de Assis, para que reconstruísse, não a igreja de pedra, mas a Igreja do Senhor. Era preciso fazer com que os batizados fossem cristãos de fato, que tivessem essa vida verdadeiramente nova. Uma nova postura, que não vinha de uma doutrina, vinha de uma experiência para se entender e viver, de fato, a beleza do cristianismo.

Nossos grupos de oração, desculpe, não podem ser simplesmente grupos de reza. Nossos grupos são carismáticos porque usam-se os dons, os carismas. É preciso que a gente queira, peça, ore, e as curas vão acontecer! E nossos grupos serão arfervorados, cheios de gente, e vamos ter vidas transformadas porque foram tocadas pela graça de Deus!

Monsenhor Jonas Abib*

Fundador da Comunidade Canção Nova, presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação, em Cachoeira Paulista (SP) e reitor do Santuário do Pai das Misericórdias. É um dos religiosos que mais se destacou utilizando os meios de comunicação na ação evangelizadora da Igreja Católica, na América Latina. Autor de 57 livros, CDs e DVDs, além de várias palestras em áudio e vídeo.

“Enfim, chegaram as férias!”, afirmam as crianças e jovens. Quanto aos pais, muitos dizem: “Não vejo a hora da volta às aulas!”.

No texto bíblico da peregrinação da família de Nazaré a Jerusalém por ocasião da Páscoa (Lc 2, 41-51), para aquelas crianças que iam na caravana era como um período de “férias”, pois, viajar, estar com os parentes e amigos de outros lugares, fazer paradas diurnas e noturnas para se alimentarem e repousarem sempre supõe uma grande aventura e esta é a grande marca ou memória das férias que depois, no retorno à cidade de origem, sempre rende muitas conversas e lembranças.

Com certeza, Jesus menino pensava assim ao transitar naquela caravana, fazendo amigos, porém, sem deixar de estar perto de José e Maria.

O que os chama atenção neste texto, foi a “crise” que se instalou, quando José e Maria perceberam que Jesus não estava na caravana quando voltavam para Nazaré. Procuraram na parentela e constataram: Jesus tinha ficado em Jerusalém!

Imaginem o que é procurar uma criança em meio à multidão. De forma particular, Jesus, o Filho de Deus.

Embora a ideia da reflexão não seja focar na possibilidade de filhos perdidos em viagens, gostaria de destacar o desfecho desse momento no templo em que José e Maria encontram Jesus entre os doutores da Lei. O diálogo entre eles se dá num nível de verdade e equilíbrio emocional. “Filho, porque agistes assim conosco? Olha, o teu pai e eu estávamos angustiado à sua procura!” Com certeza, muitos de nós pais teríamos outra reação. Questionaríamos a relação de confiança depositada, os humores seriam extravasados em safanões ou gritos de críticas movido pelo possível sentimento de perda ou de um possível acidente e tudo isso poderia resultar num corte de liberdade e até mesmo a perda da mesada ou do direito de sair com os colegas.

Quantas vezes precisamos falar com nossos filhos para que eles nos obedeçam? Qual o tom de voz que precisamos usar para que eles nos dêem atenção?

De certa forma, quase sempre, nos vemos reagindo ao comportamento de nossos filhos tomando decisões “precipitadas” quanto ao que falamos ou fazemos.

José e Maria foram verdadeiros quanto a expressar sua preocupação, mas não o fizeram sem equilíbrio e coerência. Os filhos sabem quando os pais estão falando sério. Eles sabem que haverá um próximo momento que “de cabeça fresca” haverá continuidade na conversa. Reações exageradas nada ensinam!

Reagir, em muitas das vezes, permite que sejamos controlados e manipulados pelos próprios filhos, pois, nós adultos consideramos o vexame público mas a criança indisciplinada não, e ela acabará sendo controladora da situação.

A autoridade dos pais é concedida pelo Espírito Santo e não herdada de nossos pais. Deus nos coloca, enquanto pais, com autoridade e responsabilidade que deve ser exercida de acordo com os desígnios de Deus, no Seu tempo, e para Seu propósito, de modo que a bondade e o amor de Deus possa ser visto em – e por meio de – nós.

A autoridade exercida de forma arbitrária é opressiva e intimida os filhos. Enquanto que atitudes amorosas, justas na verdade permite que os filhos se aproximem mais de Deus Pai como cuidador generoso.

Para Larry Keefauver, o autor do livro “Pais para toda a Vida”, disciplina ativa significa:

– estabelecer limites antecipadamente;

– esclarecer consequências antecipadamente;

– reagir de maneira adequada às atitudes e aos comportamentos dos filhos.

E ser reativo significa:

– tentar tomar decisões imediatas com relação à correção e às conseqüências;

– reagir às nossas emoções e não às necessidades de nosso(s) filho(s);

– tentar tomar decisões rápidas, em vez de implementar decisões prévias.

Quando Maria diz a Jesus “…teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura”, ela demonstra aqui, consenso entre ela e José. Estar de acordo quanto ao modo de disciplina dos filhos evita que o filho coloque um contra o outro.

O consenso entre José e Maria possibilitou a Jesus a formação do seu caráter humano. Pois o texto afirma ainda que “Jesus desceu com seus pais para Nazaré e era obediente a eles”.

Lembre-se, férias sempre deve ser uma oportunidade de encontros e não de desencontros. Escolha atitudes pró-ativa (ação-reflexão- reação) e atenção nas atitudes reativas (ação – reação).

A Virgem Maria e São José, pela ação do Espírito Santo sejam para nós modelos de educador conforme o coração do Pai amoroso. Boas férias!

Paulo Martins

Membro da equipe nacional do Ministério para as Crianças

Por José Cláudio da Silva*

Neste tempo dedicado a vocação sacerdotal, matrimonial e religiosa pode-se contemplar no chamado que Deus nos faz. Todos são chamados a colaborar na obra do Criador.

“Veio a mim a Palavra do Senhor: antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia. Antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações”. Jr 1, 4-5

Muito antes do nosso nascimento o Senhor nos escolheu, nos consagrou e nomeou para sermos profetas no lugar onde vivemos ou além dos nossos limites, porque se Ele nos escolheu nos dará condições.

Na RCC e nos outros movimentos da Igreja Católica existem chamados a coordenar serviços por um determinado tempo, passou esse tempo o Senhor chama outras pessoas para esse serviço, pois o tempo dessa pessoa passou. Mas existem chamados que é definitivo um deles é o chamado a santidade.

Vai dizer o Catecismo da Igreja Católica nº 941. “Os leigos participam do sacerdócio de Cristo cada vez mais unidos a Ele, desenvolve a graça do batismo e da confirmação em todas as dimensões da vida pessoal, familiar, social e eclesial. Realizam assim o chamado à santidade, dirigindo a todos os batizados”.

O Papa Francisco em uma das homilias disse: “A santidade tem um caminho, um rosto e um nome: Jesus Cristo. Estar em comunhão com Ele, seguir seus passos, imitar seu exemplo. Eis o jeito de santidade”.

E esse chamado como já disse acima é feito a todos os povos sem exclusão. Em Lv 19,1-2 “O Senhor falou a Moisés: Fala a toda comunidade dos israelitas e dize-lhes: Sede santos, porque eu, o Senhor Deus, sou santo”.

Em todos os tempos o Senhor está chamando a ser santo, o mundo precisa de pessoas santas. Parece que as leis do mundo não estão sendo suficiente para conter tantos erros, tanto pecado que massacra a humanidade, tanta desobediência a Igreja. O mundo perde o sentido da vida, não existe mais respeito com as pessoas, com a natureza. O único caminho é Jesus Cristo, muitos estão buscando o que não salva, devemos buscar a santidade diária. Neste mundo vamos ter dificuldade e até cair, as quedas são inevitáveis, mas é necessário ter a coragem, humildade de assumir os nossos erros e seguir em frente.

Como viver a santidade na vida diária? Deus tem um plano em sua vida, no decorrer do tempo vamos descobrindo o que Deus quer de nós. Obedecer a esse plano é caminho para a santidade.

Lumem Gentium 39 vai dizer “…Esta santidade da Igreja incessantemente se manifesta, e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprime-se de várias maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, como edificação do próximo; aparece dum modo especial na prática dos conselhos, abraçado sobre a moção do Espírito Santo por muitos cristãos, quer privadamente quer nas condições ou estados aprovados pela Igreja, leva e deve levar ao mundo um admirável testemunho e exemplo desta santidade”.

Irmãos, Deus nos chama. Esta é a razão porque estamos aqui. Precisamos produzir frutos de santidade. E esses frutos vão aparecer quando colaborarmos na construção de um mundo melhor. Você faz a diferença.

*José Cláudio é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças.

Por Sirley Avelino*

Conforme Dercides Pires em seu livro Carisma da Coordenação, coordenação é um carisma do Espírito Santo que capacita o fiel a receber a unção necessária para coordenar, executando tarefas relativas à administração (gerenciamento), ao pastoreio, à evangelização e à formação, com liderança eficaz. Poderíamos falar que coordenar é organizar o conjunto, por em ordem o desconjunto, é também criar relações, facilitar a participação. O coordenador precisa ser líder, para que as pessoas que estão à sua volta possam ouvir e atender. Não se trata de previlégios, mas de serviço à Igreja e aos irmãos.

Dentro do contexto eclesial da RCC, sabemos que quando assumimos uma coordenação, o Senhor nos dá uma autoridade espiritual para coordenar de maneira mais eficaz, mas é preciso que realmente seja o chamado de Deus para coordenar, e não através de manipulação das pessoas para sermos eleitos, ou melhor pela vontade humana.Quando a coordenação é humana , ela se emperra, não anda, é um peso.

Algumas considerações pertinentes à respeito de coordenar:

1º Preciso amar o movimento que estou, ter um sentimento de gratidão, de zelo, de comprometimento pela RCC.

2º Preciso conhecer o movimento, saber qual é a nossa identidade, para que estamos na Igreja; sem conhecimento não há amor amadurecido.

3º Ter certeza do meu chamado a servir a Igreja dentro da RCC.

4º Ter uma formação mínima pedida pela RCC ( Processo Formativo).

5º O coordenador precisa ter um conhecimento de si mesmo, saber suas fraquezas, limitações, para não agir segundo suas carências afetivas ou segundo seus traumas.

Algumas funções do coordenador:

Evangelizar: evangelizar é a principal função do coordenador.

Administrar: o coordenar não pode ir fazendo as coisas de qualquer jeito, mas é preciso planejar, organizar, dirigir, executar, controlar e avaliar.

Pastorear: é preciso cuidar dos irmãos, animar os desanimados, ouvi, ama, orienta e ora.

Liderar: ser um líder. O coordenador não dá ordens, mas todos fazem o que ele deseja.

Formar: todo coordenador é um formador. Ele forma novos lideres, novos coordenadores. O bom coordenador é aquele que forma outros coordenadores.

Dom do discernimento dos espíritos: o coordenador precisa saber sempre que espírito em animando as reuniões, os grupos, as pessoas

O bom coordenador tem um amor pela unidade, incentiva e facilita os servos a participar dos eventos, nacionais, estaduais, diocesanos, setoriais e paroquiais. Ele incentiva com o seu comprometimento; é o primeiro da lista dos participantes.

Coordenar não é fácil, mas é gratificante, pois estamos respondendo o chamado do Senhor. E aquele que coloca seus dons ao serviço o Senhor confiará mais, como na parábola dos talentos no evangelho de São Mateus, capitulo 25.

Quando coordenamos alguma instância do movimento, seja diocesana, setorial, paroquial ou de grupo de oração, precisamos sempre lembrar que representamos o movimento; as pessoas nos vêem como a Renovação Carismática Católica, por isso é imperioso que preocupemos com a imagem do nosso movimento, para que mais e mais pessoas queiram estar nos nossos grupos de oração.

Foi assim com os apóstolos as pessoas olhavam para eles e viam que eles se amavam e queriam estar com eles, e cada vez mais se ajuntava, mais pessoas conforme Atos 2,47.

Amados, queiramos sempre fazer a vontade do Senhor, se formos chamados a coordenar, façamos com amor e obediência, simplicidade e humildade.

Neste ano escolheremos novas coordenações para as paróquias e grupos de oração, façamos na oração, lembrando que não somos partidos políticos para fazer campanhas partidárias. Nós somos diferentes, escolhemos nossos coordenadores através da oração, levando em consideração somente a vontade de Deus e não os conceitos que temos das pessoas, pois nossos conceitos são sempre baseados nas nossas necessidades, por exemplo, muitas vezes somos tentados a eleger aquele irmão que é aceita tudo que eu faço do que aquele que me corrigi. Esse não é o critério adequado para eleger nossos coordenadores.

Peçamos ao Espírito Santo que nos auxilie, Ele vem em nosso auxílio!

*Sirley Avelino é a atual coordenadora do Ministério de Formação na Diocese de Guaxupé.

Por José Cláudio da Silva*

“Se, porém, sois conduzidos pelo Espírito, então não estais sob o jugo da Lei”. Gl 5,18

Na vida dos cristãos o que nos leva ao bom êxito é deixar ser conduzidos pelo Espírito Santo. Se a Instituição Igreja Católica atravessou esses séculos todos, foi porque, sem nenhuma sombra de dúvida, foi conduzida pelo Espírito.

Os que deixam serem levados pelo Espírito tem dinamismo que não os deixa ficarem estacionados, parados no passado de suas próprias ideias, mas leva-nos a uma vida nova que nos deixa inquietos em busca de santidade todos os dias. Penso que O Espírito Santo tem falado de diversas formas por meio da Igreja e usado muito do movimento da RCC nos últimos tempos. E quando Ele fala, está querendo que coloquemos em prática sua Palavra.

Na apostila do grupo de Perseverança da RCC volume 01 vai dizer:

“Qual o objetivo de um grupo de perseverança?”

“Fortalecer os servos e os participantes em geral do Grupo de Oração no exercício dos carismas e no conhecimento de Deus, para que se possa “incendiar” a reunião de oração com mais louvor, com mais carismas, com mais testemunhos… reprise-se que o Grupo de Perseverança de modo algum visa a suprimir ou minimizar a necessidade de ministração das formações previstas no Módulo Básico de Formação ( EPF ) e aquelas específicas relativas a cada ministério.”

“Quais são frutos do Grupo de Perseverança?”

“A cura interior, a cura emocional, a cura física, a libertação, a amorização, os frutos do Espírito Santo, conversão, transformação de vida, vivencia das virtudes, crescimento na fraternidade, nas amizades, maior compromisso com o outro, amadurecimento na fé, crescimento na doutrina, no conhecimento de Deus, visão mais ampliada a partir da formação, maior compromisso com aqueles que necessitam de promoção humana”.

“Todo aquele que se adianta e não permanece na doutrina de Cristo, não possui a Deus. Aquele que permanece na doutrina, esse possui o Pai e o Filho.”2ª JO 1,9.

O Espírito Santo tem usado as diversas instâncias da RCC para nos falar da importância que tem os Grupos de Oração na vida dos membros da Renovação Carismática Católica, mas também a implantação dos Grupos de Perseverança nas paróquias. Esse pedido não é humano, mas é o Espírito Santo clamando a cada servo que esforcem para que esses Grupos de Perseverança aconteçam. Quem se deixa ser conduzido pelo Espírito é obediente àquilo que o Espírito está pedindo.

*José Cláudio é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças e membro do núcleo diocesano do Ministério de Formação.

Por José Cláudio da Silva*

Nós só vamos estar convictos quando realmente fizermos uma experiência com o Cristo que na sua misericórdia deu a sua vida para nos salvar.

“Tenho certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potências, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus, que está no Cristo Jesus, nosso Senhor.” ( Rm 8, 38-39).

O apóstolo tem a convicção de que nada pode nos afastar do amor de Deus. Com certeza Paulo nunca desistiu, porque tinha uma meta a alcançar, um objetivo que dinheiro algum desse mundo poderia dar. Ele havia provado da Graça de Deus.

Jesus está sempre conosco, mora em nós, mas é necessário sentir a sua presença nos momentos de oração e no nosso dia a dia. Muitos têm buscado Jesus muito longe. Quem deixou ser encontrado por Jesus vive para servir. Ele não exige muito de nós, mas quer que damos o nosso 100%. Existe hoje uma inversão, onde pregam um Deus que está a nosso serviço o tempo todo, e na verdade é nós que devemos estar a serviço Dele.

Só quem experimenta o amor incondicional de Deus permanece fiel. Outro dia, uma pessoa ainda muito jovem, dizia que gostava muito da casa da sua avó. Não deixava de ir a casa dela desde os tempos de criança; tinha uma amizade e um amor verdadeiro pela avó. Na conversa, ela lembrava os tempos de infância quando ia prá casa da avó ouvir as melhores músicas nos fins de tardes, comer aquelas frutas do pomar e degustar os pães quentinhos e aquela comida mineira feita com muito carinho.Só que quando ela contava a história, dizia que naquele momento podia sentir o cheirinho da casa, dos alimentos, das frutas… Fazia uns 16 anos que não a via. Estava indo visitá-la.

Você já sentiu saudades da casa do Senhor?

Na carta de São Paulo aos Hebreus capítulos 11,1 diz: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, demonstração de realidades que não se veem”.

Convicção e fé caminham juntas. Enquanto a convicção é a opinião firme sobre algo, com base em provas ou razões íntimas. A fé é a confiança de que algo seja verdade. Não se vê porque ainda é futuro. É a confiança experimentada.

A fé é dom de Deus que precisa ser alimentada todos os dias, assim como nosso corpo depende do alimento, o eu espiritual clama pela Comida Eucarística, a Oração e a Palavra de Deus. Trabalhar convencidos no Reino de Deus é ter Jesus como o Senhor de todas as coisas. Ele é o Senhor. Não podemos ficar apegados a cargos na Igreja. Não podemos ter ciúmes se outro faz melhor. A obra é do Senhor e não nossa.

Eu penso que só vamos ter convicção a partir de um verdadeiro batismo no Espírito Santo. Quem for realmente batizado no Espírito Santo e não deixar perder essa graça lutará e caminhará com Jesus até o último dia.

*José Cláudio da Silva é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças, em Guaxupé/MG

Por José Cláudio da Silva*

A Renovação Carismática Católica nasceu na Igreja e é para a Igreja. A identidade da RCC é o Batismo no Espírito Santo e a vivência do mesmo. Isso quer dizer que temos uma identidade, temos o nosso jeito de ser Igreja.

“Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos, todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a Palavra de Deus”. ( At 4,31)

Os nossos Grupos de Oração são a célula fundamental da RCC, onde acolhemos pessoas que chegam machucadas como ovelhas que não tem pastor. Essas pessoas são acolhidas, respeitadas e acabam fazendo uma experiência com Jesus ressuscitado. E aqueles que experimentam o amor de Deus devem ser convidados a estudar a doutrina da Igreja para continuar perseverantes nos caminhos de Deus.

Somos batizados no Espírito Santo quando abrimos o coração para participar numa reunião de oração. Se estivermos com o coração aberto, todos os elementos, como as músicas, as orações bem conduzidas, a pregação querigmática, o louvor, nos proporcionará o nosso encontro com o Senhor.

Mas como anda o nosso relacionamento com Jesus? É um relacionamento de amor?

Não podemos ter um relacionamento apenas de interesse pessoal onde não leva a uma mudança de vida, pois buscam um Deus que só traz benefício. É uma troca de favor com Deus e só vai a Igreja quando precisa. Nós devemos estar a serviço de Deus e não Deus a nosso serviço.

Temos visto muitos pregando em nome de Jesus uma doutrina da prosperidade e os que prá lá vão aparentam que não tem mais sofrimento, desemprego, não ficam doentes, ficam ricos… Não podemos entrar nesse barco, e sim entrar na barca de Pedro, onde Jesus está. Jesus tem realizado muitas curas, mas a mais importante é a cura do interior da pessoa, o perdão dos pecados. A cura é consequência da nossa caminhada na Igreja.

As nossas reuniões de oração é marcada pela alegria, muita animação, muito louvor espontâneo, pregações querigmáticas, oração de contemplação, silêncio. Precisamos evangelizar a partir de Jesus Cristo. Ele é o centro da nossa vida. Não podemos perder a identidade da Renovação Carismática Católica. Se for necessário fazer vigília de oração, que façamos. A essência do movimento da RCC é levar o homem a Jesus Cristo.

A nossa missão é acolher a todos, sem distinção. É preciso buscar os afastados da Igreja, buscar os coordenadores que não estão mais na liderança e que precisam muito ser acolhidos e valorizados.

*José Cláudio da Silva é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças

Por José Cláudio da Silva*

“Quero, pois, que, em toda parte, os homens orem, erguendo mãos santas, sem ira nem contendas”.1ªTm 2,8

O que São Paulo pede é que nossa oração seja feita na unidade. “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente a Deus por ele”. At 12,5.

Para que a oração seja eficaz, ela deve ser feita por homens que estejam buscando a santidade. A nossa oração deve ser marcada por um grande desejo de mudar a realidade em que vivemos. Levantar mãos puras é orar sem maldade, é pedir até mesmo pelos inimigos. É orar com sinceridade dizendo a Deus o que você sente. É orar com o coração voltado para Deus.

Nos nossos Grupos de Oração, o que temos observado é que tem diminuído de certa forma a oração de louvor. Precisamos incentivar os membros dos Grupos de Oração, a abrir a Bíblia nos Salmos e levá-los a oração de louvor, meditando cada um o versículo que mais tocou seu coração. Vai dizer o Catecismo da Igreja Católica no número 2586: “Os Salmos alimentam e exprime a oração do povo de Deus como assembleia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e cada sábado nas sinagogas”. Depois de feito, isso podemos juntos realizar um grande louvor ao Senhor.

Nos nossos Grupos de Oração devemos valorizar a oração espontânea, em línguas, pois é o corpo todo que busca a Deus. O silêncio é fundamental após os momentos de oração de louvor, pois é nesse momento que podemos contemplar o Senhor que nos fala. Hoje parece que é proibido fazer silêncio! Quando chegamos em casa ligamos a televisão, colocamos músicas; cresce o número de fones de ouvido… Então quando colocamos à escuta nos momentos de oração dá a impressão de um grande vazio, mas é um momento muito rico para aprofundar na oração.

Vai dizer o Catecismo da Igreja Católica número 2562: “De onde vem a oração humana? Qualquer que seja a linguagem da oração, é o homem todo que reza. Mas para designar o lugar de onde brota a oração, as escrituras falam às vezes da alma ou do Espírito, geralmente do coração. É o coração que reza. Se ele está longe de Deus,a expressão da oração é vã.”

A oração é uma via de mão dupla. Você dirige a sua oração a Deus e Ele vem ao nosso encontro. Então é um diálogo. Você tem dialogado com Deus ou é só você que fala?

A oração sai do coração. “Tu, porém quando orares entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido”. ( Mt 6,6a) É você e Deus, Deus e você. Mesmo nas assembleias dos Grupos de Oração, a oração é pessoal.

São João Damasceno: “A oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes”.

Um dia, num determinado Grupo de Oração, eu não conseguia fazer a minha oração, porque o dirigente da oração dizia o tempo todo: “Repitem comigo esta oração”. Ele falava e o povo repetia incansavelmente a oração dele. Eu não queria repetir a oração dele, queria fazer a minha oração. A oração é somente sua. Se todas às vezes ficarmos repetindo a oração do irmão, não vamos crescer na intimidade com Deus.

Santa Terezinha do Menino Jesus vai dizer: “Para mim a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao Céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”.

*José Cláudio da Silva é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças

Por José Cláudio da Silva*

A boa notícia que recebemos é que Jesus ressuscitou aleluia. Passou o que era velho tudo se faz novo, vida nova. A morte não é o fim, mas o começo de uma nova etapa da nossa vida.

O sepulcro está vazio. “Porque procurais Aquele que vive entre os mortos? Ele não está aqui; ressuscitou” (Lc 24,5-6).Vai dizer o Catecismo da Igreja nº 640 “No conjunto dos acontecimentos da Páscoa, o primeiro elemento com que se depara é o sepulcro vazio. Ele não constitui em si uma prova direta. A ausência do corpo de Cristo no túmulo poderia explicar-se de outra forma. Apesar disso, o sepulcro constitui para todos um sinal essencial. A sua descoberta pelos discípulos foi o primeiro passo rumo ao conhecimento do fato da Ressurreição”.

Os Sinais e testemunha da Ressurreição de Cristo. O Catecismo da Igreja nº 642 diz: “Tudo o que aconteceu nesses dias pascais convoca todos os apóstolos, de modo particular a Pedro, para a construção da era nova que começou na manhã da Páscoa”. “Como testemunhas do Ressuscitado são eles as pedras de fundação de sua Igreja”. “A fé da primeira comunidade dos crentes tem por fundamento o testemunho de homens concretos, conhecidos dos cristãos e , na maioria dos casos, vivendo ainda entre eles”.

Na Ressurreição de Cristo ele prova tudo que ensinou a humanidade. “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a nossa fé” ( 1ª Cor 15,14 ) O Catecismo nos ensina no nº 651: “A Ressurreição constitui antes de tudo a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Todas as verdades, mesmo as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram a sua justificação se ao Ressuscitar Cristo deu a prova definitiva que havia prometido, da sua autoridade divina”.

A seguir um trecho da homilia do papa emérito Bento XVI na vigília Pascal de 2006: “Ressuscitou”… “Não está aqui”. “A primeira vez que Jesus falou da cruz e da ressurreição aos discípulos, estes, enquanto desciam do monte da transfiguração, interrogavam-se o que queria dizer ressuscitar dos mortos ( Mc 9,10 ). Na Páscoa, alegramo-nos porque Cristo não ficou no sepulcro, o seu corpo não conheceu a corrupção; pertence ao mundo dos vivos, não aos dos mortos; alegremos-nos porque- como proclamamos no rito do Círio Pascal-Ele é o Alfa e simultaneamente o Ômega, e portanto a sua existência é não apenas de ontem, mas de hoje e por toda a eternidade( Hb 13,8). Todavia, a ressurreição está de tal modo colocada fora do nosso horizonte, que, reentrando em nos mesmos, damos conosco a continuar a discussão dos discípulos: em que consiste o ‘ressuscitar’? Que significado tem para nós? Para o mundo e a história em seu todo? Uma vez, um teólogo alemão afirmou ironicamente que o milagre dum cadáver reanimado, se é que isso verdadeiramente se verificou, fato em que ele porém, não acreditava , seria tudo somado, irrelevante precisamente porque não nos diria respeito. Com efeito, se tivesse sido reanimado uma vez apenas um tal e nada mais… de que modo isso teria a ver conosco? Mas, a ressurreição de Cristo é exatamente algo mais é uma realidade diversa. É se nos é permitido por uma vez usar a linguagem da teoria da evolução, a maior “mutação”, em absoluto o salto mais decisivo para uma dimensão totalmente nova, como nunca se tinha verificado na longa história da vida e dos seus avanços: um salto para uma ordem completamente nova, que tem a ver conosco e diz respeito a história”.

Que neste tempo possamos ressuscitar para uma vida nova, vida renovada no Espírito Santo. Amém!

*José Cláudio da Silva é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças

Por José Cláudio da Silva*

Jesus, por meio da Renovação Carismática Católica no Brasil, quer nos impulsionar a viver uma vida de obediência a Palavra que Ele nos ensinou e que muitas vezes está caindo no esquecimento.

Deus nos presenteou com a vida. Ninguém consegue viver sem Deus. Estamos ligados ao Pai, somos dependentes dEle em tudo. Até o sucesso na evangelização não é mérito nosso. “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim nada podeis fazer”. ( Jo 15,5 )

Ele é o Senhor de todas as coisas. Quem está na direção da sua vida? A sua vida está pautado nos ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo? Somos apenas colaboradores da obra de Deus. Quem faz a semente germinar e crescer é o Senhor. Nós apenas semeamos a Palavra, o resultado pertence a Jesus. Devemos fazer sim a nossa parte e deixar que Cristo cresça e eu diminua. Portanto é pela graça de Deus que vivemos.

Pelo sacramento do batismo recebemos o Espírito Santo, que nos vivifica, encoraja que nos faz homens novos. O Espírito Santo é a presença de Deus em nós, no mais profundo e íntimo de nossa vida. Então podemos dizer como São Paulo: “Acaso ignorais que vosso corpo é templo do Espírito Santo que mora em vós e que recebeste de Deus”? “Ignorais que não pertenceis a vós mesmos”? ( 1ª Cor 6,19 )

A presença do Espírito Santo em nós nos leva a ter conhecimento de Deus. Podemos conhecer a vontade de Deus em nós.

Temos consciência da missão que o Senhor tem nos dado? Então proceda de acordo com o Espírito e veremos os frutos de conversão acontecer na nossa vida. Quando somos batizados no Espírito Santo, somos impulsionados a uma vida de conversão. Podemos decidir mudar ou não, porque somos livres. A decisão é nossa. O Espírito Santo quer fazer uma obra nova, mas se a pessoa não decidir, continua como antes. É por isso que muitos são batizados no Espírito Santo e não perseveram, pois não procedem de acordo com o Espírito.

O Senhor está impulsionando a viver e andar na santidade. É um chamado. Não devemos ter duas personalidades: Dentro da Igreja ser bom e no dia a dia não mostrar sinais de mudança.

Andemos como diz a Palavra: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim.” (Gl 2,20)

*José Cláudio da Silva é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças