A oração nos Grupos de Oração da RCC

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Por José Cláudio da Silva*

“Quero, pois, que, em toda parte, os homens orem, erguendo mãos santas, sem ira nem contendas”.1ªTm 2,8

O que São Paulo pede é que nossa oração seja feita na unidade. “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente a Deus por ele”. At 12,5.

Para que a oração seja eficaz, ela deve ser feita por homens que estejam buscando a santidade. A nossa oração deve ser marcada por um grande desejo de mudar a realidade em que vivemos. Levantar mãos puras é orar sem maldade, é pedir até mesmo pelos inimigos. É orar com sinceridade dizendo a Deus o que você sente. É orar com o coração voltado para Deus.

Nos nossos Grupos de Oração, o que temos observado é que tem diminuído de certa forma a oração de louvor. Precisamos incentivar os membros dos Grupos de Oração, a abrir a Bíblia nos Salmos e levá-los a oração de louvor, meditando cada um o versículo que mais tocou seu coração. Vai dizer o Catecismo da Igreja Católica no número 2586: “Os Salmos alimentam e exprime a oração do povo de Deus como assembleia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e cada sábado nas sinagogas”. Depois de feito, isso podemos juntos realizar um grande louvor ao Senhor.

Nos nossos Grupos de Oração devemos valorizar a oração espontânea, em línguas, pois é o corpo todo que busca a Deus. O silêncio é fundamental após os momentos de oração de louvor, pois é nesse momento que podemos contemplar o Senhor que nos fala. Hoje parece que é proibido fazer silêncio! Quando chegamos em casa ligamos a televisão, colocamos músicas; cresce o número de fones de ouvido… Então quando colocamos à escuta nos momentos de oração dá a impressão de um grande vazio, mas é um momento muito rico para aprofundar na oração.

Vai dizer o Catecismo da Igreja Católica número 2562: “De onde vem a oração humana? Qualquer que seja a linguagem da oração, é o homem todo que reza. Mas para designar o lugar de onde brota a oração, as escrituras falam às vezes da alma ou do Espírito, geralmente do coração. É o coração que reza. Se ele está longe de Deus,a expressão da oração é vã.”

A oração é uma via de mão dupla. Você dirige a sua oração a Deus e Ele vem ao nosso encontro. Então é um diálogo. Você tem dialogado com Deus ou é só você que fala?

A oração sai do coração. “Tu, porém quando orares entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido”. ( Mt 6,6a) É você e Deus, Deus e você. Mesmo nas assembleias dos Grupos de Oração, a oração é pessoal.

São João Damasceno: “A oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes”.

Um dia, num determinado Grupo de Oração, eu não conseguia fazer a minha oração, porque o dirigente da oração dizia o tempo todo: “Repitem comigo esta oração”. Ele falava e o povo repetia incansavelmente a oração dele. Eu não queria repetir a oração dele, queria fazer a minha oração. A oração é somente sua. Se todas às vezes ficarmos repetindo a oração do irmão, não vamos crescer na intimidade com Deus.

Santa Terezinha do Menino Jesus vai dizer: “Para mim a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao Céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”.

*José Cláudio da Silva é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças

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