Encontro com Deus

tome

Por José Cláudio da Silva*

Os discípulos cheios do Espírito Santo anunciam que encontraram Jesus. Jo 20,25-28 “Os outros discípulos contaram-lhe: Nós vimos o Senhor”! Mas Tomé disse: Se eu não vir à marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei.

Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco. Depois disse a Tomé: põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejais incrédulo, mas crê. “Tomé respondeu: Meu Senhor e meu Deus”!

A pregação dos discípulos naquele domingo anterior não consegue afetar o coração de Tomé. Parece que ele estava ainda preso à vida passada, as dificuldades diárias. Ficou parado no túmulo, na sexta feira santa. Jesus já havia dito a outro discípulo: “Filipe, há quanto tempo estou convosco, e não me conheces?” Jo 14,9

Quantas vezes Jesus havia dito que seria morto e ressuscitaria no terceiro dia. A Palavra ainda não estava guardada no coração dos discípulos e tinham dificuldades de crer na ressurreição.

Tomé estava frustrado com a morte de Jesus, não tinha muitas perspectivas, por isso afasta da comunidade. E quando afastamos da comunidade vamos distanciando de Deus, porque é também na vida comunitária que Jesus se faz presente.

Tomé estava muito tempo com Jesus e havia feito apenas a experiência de ambiente. Quando não abrimos para a graça de Deus, até fazemos orações lindas, ficamos emocionados, levantamos os braços, cantamos, dançamos, mas não houve uma mudança interior. Por esse motivo não permanecem por muito tempo.

Tomé só consegue ver Jesus na comunidade. Quem não experimenta Jesus, não valoriza a oração em comunidade, a missa, o grupo de oração. O grupo de oração na nossa paróquia não é o fim, mas um meio de experimentarmos a Graça de Deus.

Jesus rompe com as barreiras e entra na comunidade. Ele quer entrar na sua casa, na sua vida, no seu casamento. Ele quer ser o Senhor da sua missão.

Naquele dia Tomé estava voltando, ferido com a morte de Jesus. Ele coloca as mãos nas chagas de Jesus e recebe a cura do interior, é batizado no Espírito Santo, experimenta o amor de Deus na sua vida.

Tomé faz uma experiência de sentido, tem um encontro pleno, sua vida muda. Agora ele participa da vida comunitária, não só porque ouviu falar de Jesus, mas porque experimentou, e quem experimenta não consegue mais ficar sem ir à missa e ao grupo de oração, recebemos o ardor missionário.

Tomé se torna um corajoso anunciador da Palavra, grande missionário até o seu martírio.

*José Cláudio da Silva

Membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças

Membro do núcleo estadual do Ministério de Formação da RCC Minas

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