Encontro comigo mesmo

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Por José Cláudio da Silva*

“Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou”. Gn1, 27 A imagem de Deus não pode ser depreciada por ninguém, nem por nós mesmos; somos valiosos aos olhos de Deus. Por causa desse amor é que nós existimos e nossa vida é cheia de sentido.

O verdadeiro alimento só encontramos em Jesus Cristo. “Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um país distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha esbanjado tudo o que possuía, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade. Então, foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu sítio cuidar de porcos. Ele queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhes dava. Então caiu em si e disse: Quantos empregados do meu pai tem pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome” Lc 15,14-17 A riqueza que o filho mais novo recebeu são os dons, graças que Deus nos dá para trabalharmos na sua obra. Este mesmo filho vai para um país distante, longe da casa paterna. Estar longe da casa do Pai é só miséria em todos os sentidos. É romper com a amizade. Gastar toda a herança é perder a graça de viver, é sujeitar uma vida de apego aos ídolos, é buscar uma vida fácil, é a busca incessante da prosperidade, onde Deus está a nosso serviço.

Na verdade aquele jovem estava longe, à margem de Deus. Caiu na mais profunda miséria. E para um Judeu, forçado a ficar entre animais considerados impuros já era motivo de frustração, pois os animais tinham mais sorte que ele.

Parece que o jovem não tinha mais esperança. Quantos hoje perdem o sentido da vida, e resolvem continuar comendo comida de porcos, como os entorpecentes. O filho mais novo chegou a ‘periferia espiritual’, como muitos que ainda não encontraram Deus estão vivendo sem esperança. Muitos têm a falsa ilusão, falsa liberdade de querer caminhar sozinhos, sem Igreja. O jovem do evangelho no início quando saiu da casa do Pai, tinha muitos ‘amigos’ do dinheiro. E agora se encontra a sós, numa pocilga junto com animais temidos pelos judeus.

Mas ele não se fez de ‘coitadinho’ como alguns, dizendo: “Todos me abandonaram… Deus não me ama”. Ele teve motivação. “Então caiu em si”. Teve um encontro com ele mesmo, teve a coragem de voltar para a casa do Pai. A motivação não veio de fora, mas de dentro do coração. Deus quer mudar sua vida, quer fazer algo maravilhoso em você, mas não faz sem a sua permissão. Você precisa voltar para os braços de Deus.

Cair em si é perdoar a Deus. Muitos têm transferido responsabilidade ao nosso Deus, sendo que o propósito Dele é somente amar. Olhar prá dentro de si mesmo é se perdoar. Quantos não se perdoam por terem tomado uma atitude errada no passado e até hoje não conseguem se perdoar pelo ato. É se amar do jeito que é. Ser você mesmo (a). Olhar para si mesmo é perdoar os outros e não guardar resentimentos.

Às vezes, precisamos fugir dos ruídos do mundo para ouvir à consciência. Esse filho que volta para casa representa aqueles que conseguiram entrar na intimidade de Deus e fizeram um retorno para a casa do Pai, que é a Igreja.

*José Cláudio da Silva

Membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças

Membro do núcleo estadual do Ministério de Formação da RCC Minas

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