Vida nova na ressurreição

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Por José Cláudio da Silva*

A boa notícia que recebemos é que Jesus ressuscitou aleluia. Passou o que era velho tudo se faz novo, vida nova. A morte não é o fim, mas o começo de uma nova etapa da nossa vida.

O sepulcro está vazio. “Porque procurais Aquele que vive entre os mortos? Ele não está aqui; ressuscitou” (Lc 24,5-6).Vai dizer o Catecismo da Igreja nº 640 “No conjunto dos acontecimentos da Páscoa, o primeiro elemento com que se depara é o sepulcro vazio. Ele não constitui em si uma prova direta. A ausência do corpo de Cristo no túmulo poderia explicar-se de outra forma. Apesar disso, o sepulcro constitui para todos um sinal essencial. A sua descoberta pelos discípulos foi o primeiro passo rumo ao conhecimento do fato da Ressurreição”.

Os Sinais e testemunha da Ressurreição de Cristo. O Catecismo da Igreja nº 642 diz: “Tudo o que aconteceu nesses dias pascais convoca todos os apóstolos, de modo particular a Pedro, para a construção da era nova que começou na manhã da Páscoa”. “Como testemunhas do Ressuscitado são eles as pedras de fundação de sua Igreja”. “A fé da primeira comunidade dos crentes tem por fundamento o testemunho de homens concretos, conhecidos dos cristãos e , na maioria dos casos, vivendo ainda entre eles”.

Na Ressurreição de Cristo ele prova tudo que ensinou a humanidade. “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a nossa fé” ( 1ª Cor 15,14 ) O Catecismo nos ensina no nº 651: “A Ressurreição constitui antes de tudo a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Todas as verdades, mesmo as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram a sua justificação se ao Ressuscitar Cristo deu a prova definitiva que havia prometido, da sua autoridade divina”.

A seguir um trecho da homilia do papa emérito Bento XVI na vigília Pascal de 2006: “Ressuscitou”… “Não está aqui”. “A primeira vez que Jesus falou da cruz e da ressurreição aos discípulos, estes, enquanto desciam do monte da transfiguração, interrogavam-se o que queria dizer ressuscitar dos mortos ( Mc 9,10 ). Na Páscoa, alegramo-nos porque Cristo não ficou no sepulcro, o seu corpo não conheceu a corrupção; pertence ao mundo dos vivos, não aos dos mortos; alegremos-nos porque- como proclamamos no rito do Círio Pascal-Ele é o Alfa e simultaneamente o Ômega, e portanto a sua existência é não apenas de ontem, mas de hoje e por toda a eternidade( Hb 13,8). Todavia, a ressurreição está de tal modo colocada fora do nosso horizonte, que, reentrando em nos mesmos, damos conosco a continuar a discussão dos discípulos: em que consiste o ‘ressuscitar’? Que significado tem para nós? Para o mundo e a história em seu todo? Uma vez, um teólogo alemão afirmou ironicamente que o milagre dum cadáver reanimado, se é que isso verdadeiramente se verificou, fato em que ele porém, não acreditava , seria tudo somado, irrelevante precisamente porque não nos diria respeito. Com efeito, se tivesse sido reanimado uma vez apenas um tal e nada mais… de que modo isso teria a ver conosco? Mas, a ressurreição de Cristo é exatamente algo mais é uma realidade diversa. É se nos é permitido por uma vez usar a linguagem da teoria da evolução, a maior “mutação”, em absoluto o salto mais decisivo para uma dimensão totalmente nova, como nunca se tinha verificado na longa história da vida e dos seus avanços: um salto para uma ordem completamente nova, que tem a ver conosco e diz respeito a história”.

Que neste tempo possamos ressuscitar para uma vida nova, vida renovada no Espírito Santo. Amém!

*José Cláudio da Silva é membro do núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora das Graças

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